Mortos sepultados no cemitério de Fão com direito a página na Internet
No site fao.cemiteriosonline.com, há ainda um formulário para dar conta à Junta de Freguesia de um falecimento e informações sobre todas as pessoas que ali estão sepultadas, desde a data da morte até ao número das respetivas sepulturas.
Em destaque, figuram as mais recentes inumações e as pessoas cujos aniversários de falecimento se comemoram.
"Esta é, sobretudo, uma forma de chegar às pessoas que estão longe e que, deste modo, têm uma forma rápida de homenagear os seus entes queridos, deixando uma mensagem de pesar ou um ramo virtual de flores pelo seu falecimento", explicou à Lusa o presidente da Junta de Fão.
Segundo Luís Peixoto, com este site, "quem está longe também recebe notícia, na hora, do falecimento" de uma qualquer pessoa da freguesia.
"No fundo, o site possibilita uma visita ao nosso cemitério, esteja o visitante em que parte do mundo estiver", acrescentou.
As mensagens de condolências podem ser "postadas" por qualquer pessoa, mas os textos, os vídeos e as fotografias da vida do defunto exigem uma palavra-passe, facultada aos proprietários de cada sepultura.
Em causa está a adesão da Junta de Fão ao site, que já conta com 35 freguesias de todo o país.
A maioria das juntas aderentes (20) é do Norte, havendo também 14 do Vale do Tejo e uma (Aldeia das Dez) das Beiras.
Data de Publicação: 25/2/2013 Fonte: http://sicnoticias.sapo.pt
A empresa sueca Promessa Organic S.A. propõe uma nova forma de cuidar dos restos mortais de um ente querido. A empresa organiza enterros ecológicos que preparam o corpo para um processo de decomposição biológica e natural. Segundo a corporação, o enterro ecológico foi criado sob uma perspectiva ética, moral, ambiental e técnica.
A empresa afirma que o enterro tradicional se transforma em um problema de saúde pública nas grandes cidades e pode causar a eutrofização (problema gerado pelo excesso de nutrientes em lagos e rios). A cremação também não seria uma alternativa interessante ao ambiente, por causa da emissão de gases. O maior problema desta, segundo a organização, está no mercúrio. Na Suécia, por exemplo, as cremações são responsáveis por um terço das emissões de mercúrio, segundo estimativa do governo do país.
Como funciona
O método sueco consiste basicamente em seis passos (clique na aba "fotos" acima para entender melhor). Primeiro, o corpo deve ser mantido conservado a uma temperatura de -18°C sem uso de produtos químicos. Depois, ele é imerso em nitrogênio líquido, a uma temperatura de aproximadamente -196°C. No terceiro passo, o corpo passa por um aparelho que cria uma vibração. Como estão congelados e muito frágeis, os restos mortais viram pó, se convertendo em partículas milimétricas.
O método sueco consiste basicamente em seis passos (clique na aba "fotos" acima para entender melhor). Primeiro, o corpo deve ser mantido conservado a uma temperatura de -18°C sem uso de produtos químicos. Depois, ele é imerso em nitrogênio líquido, a uma temperatura de aproximadamente -196°C. No terceiro passo, o corpo passa por um aparelho que cria uma vibração. Como estão congelados e muito frágeis, os restos mortais viram pó, se convertendo em partículas milimétricas.
O pó passa, então, por um separador de metais, que vai retirar o mercúrio e outros metais. Após isso, os restos mortais são colocados em um caixão feito de amido de milho. No último passo, o caixão é enterrado superficialmente e, entre seis e 12 meses, tudo se transforma em terra.
A empresa afirma que, se for do desejo da pessoa, pode ser inclusive plantada uma árvore junto ao caixão no final do processo.
"O enterro ecológico reduz o impacto em alguns dos nossos recursos naturais mais importantes: a água, o ar e a terra", diz Susanne Wiigh-Mäsak, biológa e chefe da empresa, em um comunicado no site da corporação. "O mesmo oferece um conhecimento mais profundo sobre o ecossistema, assim como uma maior compreensão e respeito pela vida na Terra", afirma.