quinta-feira, 14 de março de 2013

Como lidar com o luto



As 5 fases do lutoA família mudou e diminuiu, podemos usar os grandes centros como exemplo, onde casais optam por não terem filhos ou terem apenas um. Não temos mais tempo para sentar na calçada com nossos vizinhos para conversar, alias não temos tempo nem para conhecer nossos vizinhos. Assim, nosso amor é direcionado para poucos, e quanto menos temos, maior vai ser a dor da perda.
Perder alguém dói (muito), a sensação é de que nosso coração vai rasgar, vai parar e não vamos conseguir seguir em frente. Nesse momento estamos em choque e não é possível ver uma saída para tanto sofrimento e por isso é importante aceitar a dor e vivenciá-la (chorar, entristecer, gritar, etc) e não “esconder” ou “abafar” os sentimentos, pois em algum momento eles virão à tona. O choque é a primeira das 5 fases do luto, as demais são:
  • Negação: É um mecanismo de defesa da pessoa que a leva a não acreditar ou a não querer acreditar no que aconteceu. Geralmente a pessoa usa expressões do tipo “Eu não acredito que isto me tenha acontecido”, “não pode ser possível”. A impressão é que a pessoa morta entrar a qualquer instante pela porta.
  • Culpa: Trata-se de um sentimento muito comum. As pessoas começam a pensar em tudo o que poderiam ter dito ou feito para impedir essa morte.
  • Depressão: Estágio em que ocorrem mudanças súbitas de emoções (crises de choro, momentos depressivos, raiva, isolamento). Apesar de preocupante, é uma fase essencial para que a pessoa possa fazer uma análise mais franca sobre o ocorrido.
  • Aceitação: É onde a pessoa começa a ter consciência do que aconteceu e se prepara para voltar as suas atividades.
Apesar de toda pessoa enlutada passar por essas cinco fases, cada uma terá uma reação e um tempo próprio. É importante dizer que a morte não traz apenas a perda de uma pessoa querida, mas de todo contexto em que ela vivia, como por exemplo: os afazeres da casa, pagamentos, passeios, etc.
É comum encontrarmos senhoras viúvas que nunca foram à um supermercado ou que não sabem a senha do cartão do banco, pois isso era atribuição do marido falecido. Por isso, a morte sempre traz um recomeço onde é preciso aprender sem a ajuda da pessoa que se foi.
Em muitos casos a dor da perda se agrava na existência de algum tipo de conflito, onde não havia uma boa convivência. É uma situação bastante delicada, pois normalmente um simples “me desculpa” resolveria a situação.

Superando uma perda

É claro que a dor da perda sempre irá existir, mas devo concordar com a música “Pais e Filhos“ de Renato Russo, onde ele diz que “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”, pois o cuidado e respeito durante a vida ajudará a vivenciar a morte de uma forma mais serena, sem o peso e a culpa do que não foi feito ou do que ficou mal falado.
Além disso, é preciso aceitar e falar sobre a morte e isso inclui ter independência e não deixar a vida nas mãos da outra pessoa (bancos, compras, etc), quando maior a dependência maior a dificuldade de retomar a vida; conversar sobre a morte encefálica e doação de órgãos (muitos orgãos não são doados e muitas outras vidas são perdidas porque simplesmente isso não é conversado); informar outras pessoas de seguros de vida, pertences, etc.; não deixar planos e sonhos para depois e etc. Quanto mais falarmos e resolvermos as questões enquanto estamos vivos, mais natural será a morte quando ela chegar.
Então, podemos dizer que não existe um remédio milagroso que nos ajude a superar uma perda, a única solução é enfrentá-la e aos poucos construir uma nova história, sem culpa ou remorso.
O tempo se encarregará de trazer uma loja nova no bairro, um novo amigo, uma roupa nova, um corte de cabelo diferente, um emprego novo, novas experiências e assim a vida segue seu curso natural, sem esquecer é claro das boas lembranças que a pessoa deixou.
“A dor é suportável quando conseguimos acreditar que ela terá um fim e não quando fingimos que ela não existe.” (Allá Bozarth-Campbell)

Processo de luto e humanização da morte - coordenadas de um percurso emocional



Hélder J. F. Chambel
helderchambel@gmail.com 
Psicólogo Clínico & Formador Comportamental
2007
Resumo
Neste trabalho conceptualiza-se a intervenção psicológica no processo de luto. Procura-se relacionar as características de cada fase desenvolvimental do ciclo vital com as dificuldades subjacentes ao processo de luto e reflecte-se sobre as dinâmicas psicológicas associadas à perda e a morte. Procura-se compreender as contingências psicológicas de diferentes abordagens ao processo de luto e sobre a influência de alguns aspectos culturais na elaboração psíquica da perda.

No âmbito da psicologia, devemos colocar a abordagem à morte na morte representável, ou seja no processo de luto e na elaboração psíquica/emocional perda. O terreno da irrepresentabilidade da morte tem servido de pasto para filosofias esotéricas e religiões, tem alimentado oportunistas morais e económicos (vide mediuns, videntes e companhia ilimitada) com ligações directas para o além que (impunemente!) perpetuam o sofrimento e atrofiam o desenvolvimento emocional. Esse, naturalmente, não é o terreno da psicologia. Na abordagem à pessoa em luto devem ser respeitadas e conceptualizadas crenças e contextos culturais numa determinada estrutura de personalidade, no entanto não é objectivo da psicologia criar ateus ou católicos, e muitos menos devem as pessoas servir de telas fantasmáticas para projecções do próprio psicólogo, assunto maior, que a ética psicológica desvaloriza no seu discurso, e nós psicólogos silenciamos, numa cumplicidade comprometida.
No seu trabalho com pessoas em processo de luto (por isso em luta pelo sentido da vida) o Psicólogo deve ser um observador atento e interveniente no processo de integração da perda na estrutura de personalidade que é objecto do seu estudo, tendo por preocupação única a saúde mental da pessoa que se lhe apresenta com um pedido de ajuda..
É no entanto certo que há vida que há depois da morte, tem a ver com o que fica de nós nos outros, o que fica de nós na Humanidade, a nossa obra, o nosso projecto de vida e acima de tudo as nossas relações emocionais, perduramos nos outros, porque existimos por dentro dos outros. A morte é o contrário da vida? Quem morre continua a viver por dentro dos sobreviventes.
Quando confrontados com a perda daqueles que mais amamos, a vida pode deixar de fazer sentido. Podemos sentirmo-nos perdidos. Emocionalmente, nada em nós será mais profundo e doloroso do que o sentimento de perda irremediável. Pensamos que nada nem ninguém pode preencher o sentimento de vazio que os que partem deixam em nós. Pensamos que nada nem ninguém acalmará a angústia e as feridas interiores. É importante perceber a dimensão emocional da perda, pois há lágrimas que tem de ser choradas e há gritos que tem de ser gritados. A nossa condição humana pede-o, a saúde mental exige-o. Quem desconhece o amargo da tristeza não se delicia com o doce da alegria.
Uns partem suavemente num sabor agridoce, outros deixam-nos chagas por dentro, no coração. A isto não é alheia a teia relacional que connosco construíram. Repito: existimos por dentro dos outros e só por isso, quando a morte chega para os que mais amamos, a ausência física impõe um processo de desvinculação, achámos por bem chamar-lhe processo de luto, e verificámos que se divide em três fases: torpor/negação, desorganização e organização emocional, é a resposta psíquica à agressividade do meio.
É de importância maior saber que é da condição humana reagir à morte com a força do instinto de vida, Eros prevalece sobre Tanatos. Quando tal não se verifica, aparecem os lutos prolongados e complicados com sentimentos depressivos para além da razoável, pode-se então pensar que o luto nada mais fez do que pôr a nu a fragilidade estrutural preexistente. Furacão ou sismo emocional demasiado severo para a arquitectura do edificio psíquico. Impõe-se o espaço terapêutico como refundador da estrutura mental que vinga na vida, e se disponibiliza para a viver, como aliás é de seu direito.
Excluem-se da prioridade de intervenção psicoterapêutica sintomas reactivos, verbalizados pela voz ou pelo corpo, que pela sua própria definição tendem a extinguir-se quando deixarem de ser necessários à organização psíquica.
Pelo mesmo motivo se exclui a medicação para aliviar (calar) o sofrimento, o luto é um processo que implica expressão da dor, retardá-lo não ajuda em nada, pelo contrário pode comprometer. Já ambientes permissivos à expressão emocional são facilitadores e por isso transformadores da dor em expressão, fica-se mais próximo da vida.  
Na infância o mais aceitável é a partida de avós ou familiares próximos. Nestas alturas temos uma tendência quase inata para proteger as crianças romanceando a morte ou omitindo a verdade. Ainda que as crianças só compreendam o sentido irreversível da morte a partir dos seis anos, é importante deixar claro que a pessoa não volta e que não partiu por sua vontade. A criança intui o sofrimento dos outros e pior que a dor associada á verdade é a criação do tabu. O que a criança infere é que este é um sofrimento tão grande que os adultos acham que ela não aguenta, desvaloriza-se a capacidade emocional da criança, desvalorizando-se a própria criança afastada e impedida de estar próxima emocionalmente dos seus, cria-se uma barreira invisível que pode condicionar o espectro relacional futuro. Muitas vezes a criança entende que a pessoa partiu porque quis, contribuem para isso explicações como: foi fazer uma viagem, está num sítio muito melhor ou então essa espécie de silêncio ensurdecedor onde a voz se cala e os olhos gritam. Pelo seu egocêntrismo, está fácil de ver que a criança se pode colocar numa posição de abandono e culpabilidade, o que não é, de todo, conveniente em fases tão precoces de estruturação da personalidade. Acho que não se deve, pela ausência de verdade, pela mentira ou pelo silêncio deixar a criança entregue apenas á sua imaginação. É necessário enquadrar a fantasia da criança numa base realística, assim sim para sua protecção. “Proteger” a criança pela negação da dor, pode ser muito conveniente para familiares mais angustiados, mas desvaloriza a criança e cria o tabu da morte associada a um sofrimento incompreensível e inadmissível à consciência. As crianças não precisam de ser “infantilizadas” precisam de sinceridade e disponibilidade afectiva para chorar ou para construir a mais fantástica das histórias que permita elaborar de forma construtiva a angústia e a ansiedade.
A adolescência caracteriza-se pela afirmação da identidade. É necessário uma separação emocional das figuras parentais, o que acarreta alguma (saudável) agressividade inconsciente dirigida para tais figuras ou deslocada para figuras de autoridade, pior é quando, não encontrando alvo, a mesma agressividade se dirige para dentro (acting in) e corrói o frágil Self adolescente dando continuidade a uma tonalidade depressiva mais ou menos consciente. Não sendo o alvo da deslocação agressiva socialmente aprazivel (que permita elaboração da agressividade) aprofunda-se a culpabilidade e retrai-se o self no seu desejo de implementação no meio extra-familiar. Não sendo socialmente aceitável, chamamos-lhe acting out,  esse heroísmo anti-social que esconde o desejo de aceitação e projecta a culpa massivamente. Isto porque há sentimentos (sofrimentos) demasiado grandes para Homens ainda tão pequenos.
A idealização dos mortos (depois de morrer todos são perfeitos) associada as características desenvolvimentais da adolescência pode desvirtuar o processo de autonomização e agudizar (pela culpabilidade) sentimentos “persecutórios”. Quando na descoberta do mundo se aventuramos por caminhos menos esperados (fora dessa espécie de praga que é a normalidade) a típica ideia de que o morto está lá em cima a olhar por nós, pode ser uma fonte de segurança e protecção contra os maus olhados da vida, mas também se pode tornar numa espécie de Big Brother esse sim da vida real, em que se rege a própria vida em nome do mui perfeito, omnipotente e omnipresente morto. Assassina-se o gesto espontâneo e criativo. Hipoteca-se o sonho, morre-se para a Vida, em nome do morto. Humanizar a morte é também retirar os mortos do pedestral em que uns se colocaram em vida, e outros os colocámos nós depois da sua morte. É necessário que a morte não lhes retire a condição de humanos com qualidades e defeitos. Neste tipo de lutos é necessário estar atento a deslocações da agressividade e ao agir da tristeza e dos sentimentos de culpa. È preciso dar tempo ás pessoas para integrar a perda e respeitar os seus silêncios e revoltas. Tentando não criar mais culpabilidade pela agressividade agida ou verbalizada e remetendo para a irremediável tristeza subjacente ao gesto que a revolta (voz da indignação) grita.
O que se pode dizer a uma criança ou adolescente que perdeu o pai ou a mãe para aliviar o seu sofrimento? O que se pode dizer a um pai ou a uma mãe que perde um filho? Provavelmente nada... a profundidade da questão não é da mesma ordem de grandeza das palavras, é da dimensão o indizível. Por isso talvez só se possa ajudar com uma presença serena, disponível e sincera na afectividade. Talvez um silêncio sentido que respeite a dor alheia. Talvez um espaço de aceitação emocional incondicional (e a raiva e o ódio também são sentimentos) que dinamize a vida psíquica, para a pessoa não se feche (num silêncio igual ao dos cemitérios) e encontre mecanismos psicológicos capazes de transformar a angústia da perda em actividades satisfatórias de Vida.   
A morte, o fim de si próprio, está sempre presente nos adultos de forma consciente ou inconsciente. Tenho como certo que o melhor que os pais podem dar aos filhos é tão simples (e complexo) como isto: ensiná-los a viver sem eles. Não considero então as personalidades construídas em relações de grande dependência emocional como as mais prevenidas para enfrentar processos de luto. Ansiedade de separação, angústia de perda e castração podem-se traduzir num medo de morte e no medo da morte, do próprio e das bengalas que injustamente ocupam o espaço mental onde deveria estar a valorização narcísica. O Ser Per Si do Humano valorizado nas suas diferenças e singularidades permite-lhe renascer das cinzas emocionais que a dor deixa e fazer dessas cinzas fertilizante para a vida. O coxo da bengala mental caí se lha tiram. Se não gostado e protegido o suficiente na primeira infância, se não autonomizado numa separação que valoriza e respeita o Self emergente, se não aceite e valorizado na identidade de género, então a casa não tem  pilares mestres suficentemente fortes, e com fachadas mais ou menos enfeitadas, vai-se abaixo na primeira rabanada de vento. O luto é um tufão emocional, daí a importância da prevenção e da atenção que os processos de luto requerem, a adversidade do meio pode pôr a nu equilibrios precários e fragilidades emocionais encobertas por mecanismos pouco adaptativos.       
Olhemos agora para o conceito de morte na nossa sociedade. Uma das coisas que mais se ouve nos funerais é este já lá está e Deus leva os que mais gosta. Aliás, todo o conceito dos nosso funerais mais típicos é baseado numa ideia de passagem para outro lado. Será que não temos coragem de fazer uma despedida e ficamo-nos pelo até já? Que consequências têm estes aspectos no processo de luto? Bom, em mentes mais acicatadas os rituais fúnebres podem provocar no mínimo alguma ambiguidade e confusão: devo eu dizer adeus para sempre? Como pode Deus levar o meu filho? Ouvimos também dizer que é preciso seguir em frente. Julgo que a maioria das vezes que demostramos esta falta de afecto dizemos duas coisas: desculpa lá mas eu não tenho tempo para ouvir as tuas lágrimas e por favor não acordes em mim um sofrimento do tamanho do teu. O que pode levar as pessoas em luto a perguntar-se se tem o direito de estar tristes, se uma tristeza do tamanho do mundo pode ser normal. É necessário que alguém lhes diga que seguir em frente pode ser correr para lado nenhum.
Até porque negar o sofrimento é sofrer duas vezes, esquecer e seguir em frente nunca foi um acto de coragem, não é mais do que a frouxa arma dos que não têm a valentia de chorar a aceitação da verdade e a ruína da idealidade. Vive-se à superfície, nas ondas, nas marés de um sofrimento interior inaceitável. Perde-se o controlo, o rumo, o sentido da vida. Sofre-se duas vezes: por uma ferida interior dispersa (“Sofro sem saber porquê...”) e por uma vida futura amputada da vertente emocional, logo sem sentido.
Mas que não se confundam mecanismos psicológicos adaptativos e funcionais nascidos do desejo e da necessidade de vida com negação do sofrimento, sob pena de ficarmos prisioneiros de uma tristeza esclarecida, que não deixa de ser tristeza.   
Imagino eu, que o confronto com a morte próxima ou eminente obriga a uma espécie de  processo de luto de si próprio. Aparte as crenças pessoais, a verdade é que se parte deste mundo e se deixam as pessoas que se amam. Muitas vezes este luto é associado a processos degenerativos e outras questões se levantam. Outras vezes técnicos de saúde mais preocupados com a omnipotência pessoal ou utilizando como defesa emocional  a amputação afectiva impedem que a pessoa se despeça de si própria, da vida e dos que mais ama. Morre-se sozinho no meio de alta tecnologia, tal e qual como se cresce sozinho no meio de um qualquer plano tecnológico onde os recreios sejam orgulhosamente trocados pelo aprofundamento da esquizóide linguagem XPTO. 
Não é justo que a ciência médica, na ânsia de “matar a morte”, se esqueça do Homem. Parece-me de imprescindível humanidade respeitar a pessoa num momento tão importante da sua vida. Até porque, como tão bem se sabe, a morte faz parte da vida. Será o passo final de uma dança emocional que começou muito antes de nascermos, e como em todas as danças os últimos passos querem-se sentidos...e nunca sozinhos.
Considero que entender o luto do outro é encontrar em nós os caminhos (antes trilhados) das experiências emocionais de perda e angústia, se calhar por isso dizemos tanta vez: esquece e segue em frente. Essa não é a atitude profissional correcta, é a negação da ciência humana, é alimentar a defesa psicopatológica que gera sofrimento, é colocar o técnico ao serviço da doença.
Como disse antes estar de luto é, antes de qualquer acção comportamental, um processo interior que não se condiciona com exteriores engalanados e muito ocupados, do tipo “para inglês ver”. Mais: andar vestido de negro é o aspecto exterior. Dizer que não se está a sofrer é uma verbalização. Até chorar é apenas o corpo a falar. Sejamos claros: O luto é uma experiência emocional profunda, subjectiva e individual. Como tudo o que é do psíquico e íntimo/afectivo humano, é pouco dado a catalogações objectivas, observações directas, Escalas de Likert e técnicas mais ou menos racionalizantes.
Considera-se então o luto um processo dinâmico de integração emocional do sofrimento irremediavelmente subjacente á perda. O seu grau de intensidade vai depender de vários factores e condições: do tipo de vinculação com o falecido ás circunstâncias e aos significados da morte, passando, naturalmente, pelas características de personalidade do sobrevivente. O facto de não existirem clones emocionais confere a cada Ser Humano a possibilidade de percorrer “mares nunca antes navegados” no sentido da vida e a cada profissional a oportunidade de crescimento pessoal na tentativa de realização profissional. Assim haja a criativa disponibilidade emocional que advém do conhecimento pessoal por oposição a objectividade enganadora do receituário (que acredita que uma dor adormecida é uma dor inexistente) e à negação pelo “espiritual” (que estagna e entorpece o processo de luto).
Está então delineado um caminho de descoberta no apoio à pessoa em processo de luto. Desta forma dão-se passos a caminho da tão necessária humanização da morte e ao encontro com vida real que fica depois da morte. Não esquecendo nunca que humanizar a morte é (re)encontrar um sentido para a vida.
Será que a seguir ao tabu da sexualidade virá o tempo da dismistificação da morte? Talvez a nossa sociedade tenha vivido até agora na fase de choque e negação da morte (o tal além perfeito, curiosamente sem desejo...talvez por isso também sem culpa...logo perfeito). Talvez hoje se viva a fase da desorganização (apesar dos novos profetas de bata branca que anunciam a vida eterna em directo no telejornal). E talvez um dia aceitemos a nossa condição de Humanos simplesmente finitos em vida mas infinitos de vida nos outros Homens como nós, esses sim, à nossa imagem (e altura).

terça-feira, 12 de março de 2013

Cartórios Para Registro de òbito no D.F

Aos finais de semana e feriados, ficam cartórios de plantão exclusivamente para Registro da Declaração de Óbito - Informe qual cartório está de plantão no local aonde ocorreu o óbito.

O REGISTRO DE ÓBITO E NASCIMENTO SÃO GRATUITOS POR LEI.

CARTÓRIOS NO DISTRITO FEDERAL QUE PRESTAM SERVIÇO DE REGISTRO DE ÓBITO

1° Ofício de Notas, Registro Civil, Protesto, Títulos e Documentos e Pessoa  Jurídica do Núcleo Bandeirante 
Endereço: Avenida Central Área Especial 12 Bloco K
Tel : (61) 3552-0005 / 3552-1354 / 3552-3100 E-mail: cartnbdf@terra.com.br
Serviços:
Notas ; Procuração ; Escritura ; Reconhecimento de Firma ; Autenticação de Fotocópias ; Testamento ; Registro Civil ; Registro de Nascimento ; Registro de Casamento ; Registro de Óbito ; Protesto de Títulos ; Registro de Títulos e Documentos ; Registro de Pessoa Júridica ; Notificação . Horário de Funcionamento: 09h00 às 17h00

1° Ofício de Notas, Registro Civil, Protesto, Títulos e Documentos e Pessoa Jurídica do Guará DF  
Endereço: Quadra 01 Bloco B Loja 23
Bairro: Guará I Cidade: Guará-DF Cep: 71020-619
Tel 1: (61) 3381-5112 / 3381-5112 E-mail: cartnbdf@terra.com.br
Serviços:
Notas ; Procuração ; Escritura ; Reconhecimento de Firma ; Autenticação de Fotocópias ; Testamento ; Registro Civil ; Registro de Nascimento ; Registro de Casamento ; Registro de Óbito ; Protesto de Títulos ; Registro de Títulos e Documentos ; Registro de Pessoa Júridica ; Notificação . Horário de Funcionamento: 09h00 às 17h00
  
2° Ofício de Notas, Registro Civil, Protesto, Títulos e Documentos e Pessoa Júridica do  DF  
Endereço: Quadra Central Ed. Sílvio Bloco 07 Loja 05
Bairro: Quadra Central Cidade: Sobradinho-DF
Cep: 73010-700
Tel 1: (61) 3298-3300 / 3298-3345  E-mail: cartsobradinho@yahoo.com.br
Serviços:
Notas ; Procuração ; Escritura ; Reconhecimento de Firma ;
Autenticação de Fotocópias ; Testamento ; Registro Civil ; Registro de
Nascimento ; Registro de Casamento ; Registro de Óbito ; Protesto de Títulos ; Registro de Títulos e Documentos ; Registro de Pessoa Júridica ; Notificação . Horário de Funcionamento: 09h00 às 17h00
  
3° Ofício de Notas, Registro Civil, Protesto, Títulos e Documentos e Pessoa Júridica do DF  
Endereço: CSA 02 Lote 20  Loja 02 
Bairro: Taguatinga Sul Cidade: Taguatinga-DF Cep: 72015-025
Tel: (61) 3561-2722 / 3561-4244 / 3351-6230 E-mail: cart3tag@terra.com.br 
Serviços:
Notas ; Procuração ; Escritura ; Reconhecimento de Firma ; Autenticação de Fotocópias ; Testamento ; Registro Civil ; Registro de Nascimento ; Registro de Casamento ; Registro de Óbito ; Protesto de Títulos ; Registro de Títulos e Documentos ; Registro de Pessoa Júridica ; Notificação . Horário de Funcionamento: 09h00 às 17h00

4° Ofício de Notas, Registro Civil, Protesto, Títulos e Documentos e Pessoa Júridica do DF  
Endereço: Área Especial 04 Bloco B Lote 02
Bairro: Setor Tradicional Cidade: Brazlândia-DF Cep: 72720-640
Tel : (61) 3391-1239 / 3391-1239  E-mail: cartorio@cartoriobrazlandia.com.br
Serviços:
Notas ; Procuração ; Escritura ; Reconhecimento de Firma ;
Autenticação de Fotocópias ; Testamento ; Registro Civil ; Registro de
Nascimento ; Registro de Casamento ; Registro de Óbito ; Protesto de Títulos ; Registro de Títulos e Documentos ; Registro de Pessoa Júridica ; Notificação . Horário de Funcionamento: 09h00 às 17h00
  
1° Ofício de Registro Civil, Títulos e Documentos e Pessoa Jurídica do DF
Endereço: SCS Quadra 08 Ed. Venâncio 2000 Bloco B60 Sala 140-E
Bairro: Asa Sul Cidade: Brasília-DF Cep: 70333-900
Tel : (61)3224-4026 / 3223-8081 E-mail: cartoriomribas-df@terra.com.br
Serviços:
Registro Civil ; Registro de Nascimento ; Registro de Casamento ;
Registro de Óbito ; Registro de Títulos e Documentos ; Registro de Pessoa 
Júridica ; Notificação . Horário de Funcionamento: 09h00 às 17h00

2° Ofício de Registro Civil, Títulos e  Documentos e Pessoa Jurídica do DF 
Endereço: CRS 50 4 Bloco A Loja 07
Bairro: Asa Sul Cidade: Brasília-DF Cep: 70331-515
Tel 1: (61) 3214-5900 / 3214-5900 E-mail: cart2of@terra.com.br
Serviços:
Registro Civil ; Registro de Nascimento ; Registro de Casamento ; Registro de Óbito ; Registro de Títulos e Documentos ; Registro de Pessoa Júridica ; Notificação . Horário de Funcionamento: 09h00 às 17h00

3° Ofício de Registro Civil, Títulos e Documentos e Pessoa Jurídica do DF  
Endereço: Quadra 09 Conjunto 01 Lote 01 Ed. Panorama Sala 103
Bairro:  Cidade: Paranoá-DF Cep: 71570-012
Tel : (61) 3369-7707 / 3369-7655 E-mail: cart3paranoa@gmail.com
Serviços:
Registro Civil ; Registro de Nascimento ; Registro de Casamento ; Registro de Óbito ; Registro de Títulos e Documentos ; Registro de Pessoa Júridica ; Notificação . Horário de Funcionamento: 09h00 às 17h00

4° Ofício de Registro Civil, Títulos e Documentos e Pessoa Jurídica do DF  
Endereço: Quadra 02 Bloco A Lote 08 
Bairro: Setor Central Cidade: Gama-DF Cep: 72405-020
Tel : (61) 3556-1294 / 3385-4995 / 3484-8319 E-mail: cartoriodogamadf@hotmail.com
Serviços:
 Registro Civil ; Registro de Nascimento ; Registro de Casamento ;
Registro de Óbito ; Registro de Títulos e Documentos ; Registro de Pessoa 
Júridica ; Notificação . Horário de Funcionamento: 09h00 às 17h00

5° Ofício de Registro Civil, Títulos e Documentos e Pessoa Jurídica do DF 
Endereço: CNA 03 Lote 02, Praça do DI
Bairro: Taguatinga Norte Cidade:
Taguatinga-DF Cep: 72110-035
Tel : (61) 3352-1186 / 3352-1186 / 3563-4401 E-mail: cartorio5@gmail.com
Serviços:
Registro Civil ; Registro de Nascimento ; Registro de Casamento ;
Registro de Óbito ; Registro de Títulos e Documentos ; Registro de Pessoa 
Júridica ; Notificação . Horário de Funcionamento: 09h00 às 17h00
   
6° Ofício de Registro Civil, Títulos e Documentos e Pessoa Jurídica do DF  
Endereço: QI 416 Conjunto M Lotes 02/03 Loja 02
Bairro: Samambaia
Norte Cidade: Samambaia-DF Cep: 72325-025
Tel : (61) 3357-8000 / 3357-5758 E-mail: 6rtddf@gmail.com
Serviços:
 Registro Civil ; Registro de Nascimento ; Registro de Casamento ;
Registro de Óbito ; Registro de Títulos e Documentos ; Registro de Pessoa 
Júridica ; Notificação . Horário de Funcionamento: 09h00 às 17h00

7° Ofício de Registro Civil, Títulos e Documentos e Pessoa Jurídica do DF  
Endereço: CNM 01 Bloco H Lola 04
Bairro: Ceilândia Centro Cidade: Ceilândia-DF Cep: 72215-500
Tel : (61) 3581-2795/ 3581-6607 E-mail: cartorio7oficiodf@hotmail.com
Serviços:
Registro Civil ; Registro de Nascimento ; Registro de Casamento ;
Registro de Óbito ; Registro de Títulos e Documentos ; Registro de Pessoa 
Júridica ; Notificação . Horário de Funcionamento: 09h00 às 17h00

9° Ofício de Registro Civil, Títulos e Documentos e Pessoa Jurídica do DF  
Endereço: Avenida Independência Quadra 02 Bloco C/D
Bairro: Setor Comercial Central
Cidade: Planaltina-DF Cep: 73301-313
Tel 1: (61) 3389-8557 / 3388-3530 E-mail: nonoficio@brturbo.com.br
Serviços:
Registro Civil ; Registro de Nascimento ; Registro de Casamento ;
Registro de Óbito ; Registro de Títulos e Documentos ; Registro de Pessoa 
Júridica ; Notificação . Horário de Funcionamento: 09h00 às 17h00

FONTE DE PESQUISA: ( ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO DISTRITO
FEDERAL ) http://www.anoregdf.com.br/paginas/cartoriosdf.asp

Curso 3 em 1 - Tanatopraxia, Tanatopraxia Avançada e Restauração Facial



Data: 08/04/2013 à 12/04/2013

Vagas Limitadas: 20 Alunos
Palestrante:
Dr. Sérgio Luiz da Rocha Fiúza Branco – Médico, Cirurgião Geral, Médico do Trabalho, Autor do Livro Tanatopraxia Teoria Prática e Legislação. Professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Tanatólogo e Pesquisador Científico em Tanatopraxia.
Certificado emitido pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais
Local do Curso: Hotel Village Confort - Campina Grande/ PB – TEORICO/ PRÁTICA
PRÁTICA - Será realizado no Laboratório de Tanatopraxia da Empresa Funerária e Central de Velórios São João. (Proprietário Dr. João Gabriel). Campina Grande – PB
Horário:: das 9:00 às 12:00 hrs / 13:30 às 18:00hrs.

Objetivo: Capacitar o profissional funerário para desempenhar a técnica da Tanatopraxia com conhecimentos avançados de conservação e restauração facial do cadáver humano.
Esse curso foi planejado e desenvolvido para atender as necessidades dos alunos em sua atividade laboral. Além de reduzir custos, aperfeiçoar tempo e tornar-se completo, o curso proporciona ao aluno adquirir conhecimentos para exercer com eficiência e competência sua função em todos os tipos de preparação de corpos.
TANATOPRAXIA PADRÃO: Preparação de corpos humanos após a morte, visando à preservação e a integridade dos tecidos corporais, retardando o processo biológico da decomposição, atendendo as exigências legais e evitando constrangimento dos familiares em velório.

TANATOPRAXIA AVANÇADA: Técnicas avançadas da TANATOPRAXIA PADRÃO para preparação de corpos já em estágio de decomposição.

RESTAURAÇÃO FACIAL: Preparação de corpos para velório e viagens, onde a aparência feia da morte deve ser amenizada apresentando o corpo com uma imagem próxima a que ele tinha em vida.

Investimentos: R$ *2.200,00 curso 3 em 1 (Dois Mil e Duzentos Reais) onde estão inclusos:
• Todo material didático;
• Equipamentos de Proteção Individual (EPI) luvas, toucas, aventais;
• Certificado de Tanatopraxia emitido pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais reconhecidos pelo Ministério da Educação e Cultura do Governo Federal.
• 01 Livro de Tanatopraxia Único em toda a América Latina, 1 apostila de Tanatopraxia,, exposição de vídeos.
• Coffee Break durante o curso.
• Translado do hotel para o curso e vice versa. O aluno deverá trazer bota sete léguas branca (item obrigatório para a aula pratica). Entrega de brindes somente aos participantes.
Obs.: É de responsabilidade do aluno trazer um par de botas Sete Léguas branca.
AS FICHAS INSCRIÇÃO DEVERÃO SER OBRIGATORIAMENTE PREENCHIDAS PELO ALUNO E ENVIADAS EM CONJUNTO COM O COMPROVANTE DE DEPOSITO . SOMENTE COM A FICHA PREENCHIDA E O DEPOSITO FEITO O ALUNO SERÁ INSCRITO.
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sexta-feira, 8 de março de 2013

Como as grandes religiões encaram o momento da morte?

por Sheyla Miranda
ISLAMISMO
Os muçulmanos creem que, como o nascimento, a morte está nas mãos de Deus. Vivendo conforme os ensinamentos divinos, não há por que temer a morte. Assim, seguem tranquilos para a reencarnação. Os últimos momentos são de recolhimento e de reconhecimento da supremacia e da bondade do todo-poderoso Alá. Islâmicos que morrem em jihad (luta pela fé) não passam por isso, pois iriam direto para o paraíso.
"Foi Alá quem te criou, quem te sustentou, e é ele quem te fará morrer", Suräh 30:40
PREPARO PURO
Familiares e amigos do mesmo sexo do falecido despem e lavam o cadáver de três a cinco vezes, começando pelo lado direito, para devolver pureza à alma. Os orifícios são tapados com algodão e o corpo é coberto por um sudário branco e perfumado com cânfora.
PALAVRA FINAL
Parentes e amigos recitam o shahãdah, oração contra o demônio e de afi rmação sobre a não existência de outro deus além de Alá. Essas devem ser as últimas palavras ouvidas pelo moribundo para que se conscientize da importância de encontrar Alá na eternidade.

CRISTIANISMO
Para a maioria dos cristãos, na morte, o espírito vai para o céu ou para o inferno - para os católicos, há o purgatório e, para outras denominações, a morte é um sono até o dia do juízo. O destino varia de acordo com o que o morto fez em vida. Por isso, quando um cristão morre, familiares e amigos consolam uns aos outros pela perda, além de orar para que o falecido seja perdoado de seus pecados e alcance o paraíso. Cristãos protestantes recém-falecidos são vestidos com roupas habituais e costuma-se retirar qualquer adorno de seu corpo.
ÚLTIMA BÊNÇÃO
Se um católico está para morrer, o padre faz a extrema-unção, passando o óleo dos enfermos - azeite de oliva benzido em missa - em seis partes do corpo: olhos, narinas, boca, ouvidos, mãos e pés. Enquanto isso, faz orações e pede a Deus que perdoe a pessoa pelos males cometidos.
LIVRE ENFIM
Alguns cristãos também abrem as janelas logo depois de uma morte, para que corra vento no ambiente e a alma do falecido se sinta livre. Pela tradição católica, o corpo deve ser bem lavado, ungido com perfume e especiarias e vestido com boas roupas. Todo cuidado serve para preparar o morto para a vida eterna.
BUDISMO
Segundo uma parábola, uma mulher procura Buda para reviver o filho. Buda pede a ela grãos de mostarda de uma casa em que nunca tenha morrido alguém. A mãe não encontra e entende que teria de conviver com a morte.
CHEIRO DE VIDA
Velas são acesas no oratório doméstico ou de onde ocorreu o óbito - o corpo fica próximo a ele. O rosto é coberto com um pano branco e acendem-se incensos a sua volta. Um monge budista é chamado para ler textos sagrados e confortar a família.

JUDAÍSMO
A morte não é uma tragédia, mas algo natural. Os judeus se veem como "hóspedes temporários" de passagem pela Terra. Ou seja, a alma sobrevive mesmo que o corpo tenha falecido. Se foram bons e dignos em vida, a alma será recompensada no além. E é para que siga iluminada que amigos e familiares cumprem uma série de rituais.
"Pois do pó viestes, e ao pó retornarás", Bereshit 3:19
NADA DE ENFEITE
As janelas do local do óbito de um judeu são abertas, e acessórios como joias, relógios e até perucas são retirados do morto, para que ele não encontre o criador portando objetos mundanos.
SIMPLES ASSIM
O caixão deve ser arranjado rápido, seguindo um padrão: ser de madeira, forrado com um pano preto e adequado ao tamanho do corpo, estampando a estrela de Davi. Os caixões dos judeus devem ser parecidos para lembrar que a morte iguala todos.

HINDUÍSMO
Acreditam na reencarnação, ou seja, que a alma volta várias vezes à vida até se libertar. A vida na Terra é parte de um ciclo de nascimento, morte e renascimento. Logo que alguém falece, iniciam-se rituais para desprender a alma do corpo - geralmente cremado - sem traumas e para que ela encontre nova casa - um corpo humano ou de animal, de acordo com o comportamento na vida anterior
LIMPEZA FESTIVA
O corpo do falecido é lavado, untado com óleo e pasta de sândalo e vestido com boas roupas, como se fosse a uma festa; as mulheres são penteadas e os homens, barbeados. Uma mortalha de tecido recobre o corpo dos pés à cabeça, mas o topo do crânio fica descoberto
AO AR LIVRE
Quando um hindu está prestes a morrer, o corpo é deitado no chão, a céu aberto, com a cabeça voltada para o sul. A prática, cultivada em regiões da Índia e em outros países, inicia o desprendimento entre corpo e alma

CONSULTORIA Cecilia Ben David, coordenadora pedagógica do Centro da Cultura Judaica; Swami Krishna Priya Ananda, mestre espiritual da Sociedade Internacional Gita do Brasil; Cido Pereira, padre da Arquidiocese de São Paulo; Shake Juma, do Centro de Estudos e Divulgação do Islã; Padman Samten, lama do Centro de Estudos Budistas Bodisatva

Como a morte é vista em diferentes religiões e doutrinas?

De maneira geral, cristãos, islâmicos e judeus acreditam que após a morte há a ressurreição. Já os espíritas crêem na reencarnação: o espírito retorna à vida material através de um novo corpo humano para continuar o processo de evolução. Algumas doutrinas acreditam que as pessoas podem renascer no corpo de algum animal ou vegetal. Em algumas religiões orientais, o conceito de reencarnação ganha outro sentido: é a continuação de um processo de purificação. Nas diversas religiões, o homem encara a morte como uma passagem ou viagem de um mundo para outro.FilosofiaA sobrevivência do espírito humano à morte do corpo físico e a crença na vida e no julgamento após a morte já era encontrada na filosofia grega, em especial em Pitágoras, Platão e Plotino. Já Sartre, filósofo francês, defendia que o indivíduo tem uma única existência. Para ele, não há vida nem antes do nascimento e nem depois da morte.Doutrina niilistaSendo a matéria a única fonte do ser, a morte é considerada o fim de tudo.
Doutrina panteísta
O Espírito, ao encarnar, é extraído do todo universal. Individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, com a morte, à massa comum.
Dogmatismo Religioso
A alma, independente da matéria, sobrevive e conserva a individualidade após a morte. Os que morreram em 'pecado' irão para o fogo eterno; os justos, para o céu, gozar as delícias do paraíso.BudismoO Budismo prega o renascimento ou reencarnação. Após a morte, o espírito volta em outros corpos, subindo ou descendo na escala dos seres vivos (homens ou animais), de acordo com a sua própria conduta. O ciclo de mortes e renascimentos permanece até que o espírito liberte-se do carma (ações que deixam marcas e que estabelece uma lei de causas e efeitos). A depender do seu carma, a pessoa pode renascer em seis mundos distintos: reinos celestiais, reinos humanos, reinos animais, espíritos guerreiros, espíritos insaciáveis e reinos infernais. Estes determinam a Roda de Samsara, ou seja, o transmigrar incessante de um mundo a outro, ora feliz e angelical, ora sofrendo terríveis torturas, brigando e reclamando. Em qualquer um destes estágios as pessoas estão sujeitas a transformações.
De acordo com o Livro Tibetano da Morte, existem 49 etapas, ou 49 dias, após a morte. Os monges oram para que as pessoas atinjam a Terra Pura - lugar de paz, tranqüilidade e sabedoria iluminada - ou renasçam em níveis superiores.
Para libertar-se do carma e alcançar a iluminação ou o Nirvana, o ciclo ignorância, sede de viver e o apego às coisas materiais deve ser abolido da mente dos homens. Para isso, a doutrina budista ensina a evitar o mal, praticar o bem e purificar o pensamento. O leigo deve praticar três virtudes: fé, moral e benevolência. Para eles, todo ser humano é iluminado, embora não tenha consciência disso.HinduísmoA visão hindu de vida após a morte é centrada na idéia de reencarnação.
Para os hinduístas, a alma se liga a este mundo por meio de pensamentos, palavras e atitudes. Quando o corpo morre ocorre a transmigração. A alma passa para o corpo de outra pessoa ou para um animal, a depender das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação - Lei do Carma. Enquanto não atingimos a libertação final - chama de moksha -, passamos continuamente por mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de Samsara, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação.
No hinduísmo, a alma pode habitar 14 níveis planetários distintos (chamadosa Bhuvanas) dentro da existência material, de acordo com seu nível de consciência. Quando se liberta, a alma retorna ao verdadeiro lar, um mundo onde inexistem nascimentos e mortes.
Os hindus possuem crenças distintas, mas todas são baseadas na idéia de que a vida na Terra é parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e renascimentos.Islamismo (Religião Muçulmana)Para o islamismo, Alá (Deus) criou o mundo e trará de volta a vida todos os mortos no último dia. As pessoas serão julgadas e uma nova vida começará depois da avaliação divina. Esta vida seria então uma preparação para outra existência, seja no céu ou no inferno.
Quando a pessoa morre, começa o primeiro dia da eternidade. Ao morrer, a alma fica aguardando o dia da ressurreição (juízo final) para ser julgado pelo criador. O inferno está reservado para as almas 'desobedientes', que foram desviadas por Satanás. No Alcorão, livro sagrado, ele é descrito como um lugar preto com fogo ardente, onde as pessoas são castigadas permanentemente. Para o paraíso, vão as almas que obedeceram e seguiram a mensagem de Alah e as tradições dos profetas (entre eles, os cinco principais: Noé, Abrão, Moisés, Jesus filho de Maria e Mohammed). No Alcorão, o paraíso é descrito como um lugar com rios de leite, córregos de mel e outras belezas jamais vistas pelo homem.EspiritismoDefende a continuação da vida após a morte num novo plano espiritual ou pela reencarnação em outro corpo. Aqueles que praticam o bem, evoluem mais rapidamente. Os que praticam o mal, recebem novas oportunidades de melhoria através das inúmeras encarnações. Crêem na eternidade da alma e na existência de Deus, mas não como criador de pessoas boas ou más. Deus criou os espíritos simples e ignorantes, sem discernimento do bem e do mal. Quem constrói o céu e o inferno é o próprio homem.
Pela teoria, todos os seres humanos são espíritos reencarnados na Terra para evoluir. A morte seria apenas a passagem da alma do mundo físico para a sua verdadeira vida no mundo espiritual. E mesmo no paraíso, acredita-se que o espírito esteja em constante evolução para o seu aperfeiçoamento moral.
As almas dos mortos ligam-se umas às outras, em famílias espirituais, guiadas pela sintonia entre elas. Consequentemente, os lugares onde vivem possuem níveis vibratórios diferentes, sendo uns mais infelizes e sofredores, e outros mais felizes e plenos.
Muitas escolas espiritualistas - não todas - defendem a idéia da sobrevivência da individualidade humana, chamada espírito, ao processo da morte biológica, mantendo suas faculdades psicológicas intelectuais e morais.Igreja evangélicaComo no catolicismo, os evangélicos acreditam no julgamento, na condenação (céu ou inferno) e na eternidade da alma. A diferença é que o morto faz uma grande viagem e a ressurreição só acontecerá quando Jesus voltar à Terra, na chamada 'Ressurreição dos Justos', ou, então, aqueles que forem condenados terão uma nova chance de ressurreição no 'Julgamento Final'. Os que morrerem sem Cristo como seu Deus também receberão um corpo especial para passar a eternidade no lago de fogo e enxofre.Igreja Adventista do Sétimo DiaNa Igreja Adventista do Sétimo Dia, os mortos dormem profundamente até o momento da ressurreição. Quem cumpriu seu papel na Terra recebe a graça da vida eterna, do contrário desaparece.Igreja BatistaCrêem na morte física (separação da alma do corpo físico) e na morte espiritual (separação da pessoa de Deus). Os que, após a morte física, acreditam ou passam a confiar em Jesus Cristo, vão para o Paraíso onde terão uma vida de paz e felicidade. Com a morte espiritual, a alma vai para o Inferno para uma vida de angústia, sofrimento, dor e tormentos.CatolicismoA vida depois da morte está inserida na crença de um Céu, de um Inferno e de um Purgatório. Dependendo de seus atos, a alma se dirige para cada um desses lugares.
A alma é eterna e única. Não retorna em outros corpos e muito menos em animais. Crê na imortalidade e na ressurreição e não na reencarnação da alma. A Bíblia ensina que morreremos só uma vez. E ao morrer, o homem católico é julgado pelos seus atos em vida. Se ele obtiver o perdão, alcançará o céu, onde a pessoa viverá em comunhão e participação com todos os outros seres humanos e, também, com Deus. Se for condenado, vai para o inferno. Algumas almas ganham uma chance para serem purificadas e vão para o purgatório, que não é um lugar, e sim uma experiência existencial da pessoa. Quem for para o céu ressuscitará para viver eternamente. Depois do Juízo Final, justos e pecadores serão separados para a eternidade. Deus julga os atos de cada pessoa em vida de acordo com a palavra que revelou através de Seu Filho, com os ideais de amor, fraternidade, justiça, paz, solidariedade e verdade.JudaísmoO judaísmo crê na sobrevivência da alma, mas não oferece um retrato claro da vida após a morte, e nem mesmo se existe de fato.
O judaísmo é uma religião que permite múltiplas interpretações. Algumas correntes acreditam na reencarnação, outras na ressurreição dos mortos. Enquanto a reencarnação representa o retorno da alma para um novo corpo, a ressurreição é definida como o retorno da alma ao corpo original.
Para os judeus, a lei permite à pessoa que vai morrer pôr a sua casa em ordem, abençoar a família, enviar mensagem aos que lhe parecem importantes e fazer as pazes com Deus. A confissão in extremis é considerada importante elemento na transição para o outro mundo.CandombléNão existe uma concepção de céu ou inferno, nem de punição eterna. As almas que estão na terra devem apenas cumprir o seu destino, caso contrário vagarão entre céu e terra até se realizar plenamente como um ser consciente e eterno.
Os cultos afro-brasileiros acreditam que os mistérios da vida e da morte são regidos por uma Lei Maior, uma força divina que dá o equilíbrio divino ou eterno. O Candomblé vê o poder de Deus em todas as coisas e, principalmente, na natureza. Morrer é passar para outra dimensão e permanecer junto com os outros espíritos, orixás e guias. Trabalha com a força da natureza existente entre terra (Aìyê) e o céu (Òrun). Nos cultos afros, o assunto de vida após a morte não é bem definido.
Na Terra, o objetivo do homem é realizar o seu destino de maneira completa e satisfatória. Ao cumprir o seu destino na Terra, o ser humano está pronto para a morte. Após a morte, o espírito será encaminhado ao Òrun, para uma dimensão reservada aos seres ancestrais, ou seja, eternos. O ser humano pode ser divinizado e cultuado. Caso o seu destino não seja cumprido, os espíritos ficarão vagando entre os espaços do céu e da terra, onde podem influenciar negativamente os mortais. Como não se realizaram plenamente, estes espíritos estão sujeitos à reencarnação. Já as pessoas vivas que sofrem as suas influências negativas, precisam passar por rituais de limpeza espiritual para reencontrar o equilíbrio.UmbandaA Umbanda sofre influências de crenças cristãs, espíritas e de cultos afros e orientais. Como não existe uma unidade ou um 'livro sagrado', alguns umbandistas admitem o céu e o inferno dos cristãos, enquanto outros falam apenas em reencarnação e Carma.
Na Umbanda, morte e nascimento são momentos sagrados, que marcam a passagem de um estado a outro de manifestação espiritual, morremos para um lado e nascemos para outro lado da vida, o que nos aguarda do outro lado depende de nós mesmos.
A Umbanda explica o universo através de sete linhas, regidas por Orixás. Ao morrer, a pessoa será atraída por estes mundos espirituais. A matéria é apenas um dos caminhos para a evolução do espírito. Sendo assim, a morte é uma etapa do ciclo evolutivo, sendo a reencarnação a base da evolução. O objetivo maior do nascimento e da morte é a harmonização e a evolução consciente do espírito. Após morte, o ser humano leva consigo suas alegrias, sua fé, suas crenças, suas mágoas e suas dores. E terá que lidar com elas, sempre contanto com o auxílio dos espíritos mais evoluídos que o recepcionarão no outro lado da vida e o ajudarão na sua adaptação no mundo espiritual.
Com a morte do corpo físico, os espíritos bons podem se tornar protetores, enquanto os maus (espíritos de pouca evolução, devido às poucas encarnações) podem virar perturbadores. Os mortos (desencarnados) podem ser contatados, ajudados ou afastados.
Acessado em 18/06/2009 no sitio Época. Link não encontrado no dia 29/12/2009. Todas as modificações posteriores são de responsabilidade do autor original da matéria.

POR: CAROLINA NASCIMENTO

quarta-feira, 6 de março de 2013

Torcedores do Corinthians terão cemitério exclusivo em São Paulo


Os torcedores do Corinthians vão ganhar um cemitério exclusivo em São Paulo. O terreno fica próximo ao futuro estádio do Timão, em Itaquera. O novo centro esportivo será palco da abertura da Copa do Mundo no Brasil em 2014.
O cemitério para os corintianos já tem um slogan decidido: “Corinthians para sempre”. A informação é da coluna de Ancelmo Gois no jornal “O Globo”.


Data de Publicação:  27/2/2013    Fonte: http://www.clicapiaui.com/