terça-feira, 12 de março de 2013

Curso 3 em 1 - Tanatopraxia, Tanatopraxia Avançada e Restauração Facial



Data: 08/04/2013 à 12/04/2013

Vagas Limitadas: 20 Alunos
Palestrante:
Dr. Sérgio Luiz da Rocha Fiúza Branco – Médico, Cirurgião Geral, Médico do Trabalho, Autor do Livro Tanatopraxia Teoria Prática e Legislação. Professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Tanatólogo e Pesquisador Científico em Tanatopraxia.
Certificado emitido pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais
Local do Curso: Hotel Village Confort - Campina Grande/ PB – TEORICO/ PRÁTICA
PRÁTICA - Será realizado no Laboratório de Tanatopraxia da Empresa Funerária e Central de Velórios São João. (Proprietário Dr. João Gabriel). Campina Grande – PB
Horário:: das 9:00 às 12:00 hrs / 13:30 às 18:00hrs.

Objetivo: Capacitar o profissional funerário para desempenhar a técnica da Tanatopraxia com conhecimentos avançados de conservação e restauração facial do cadáver humano.
Esse curso foi planejado e desenvolvido para atender as necessidades dos alunos em sua atividade laboral. Além de reduzir custos, aperfeiçoar tempo e tornar-se completo, o curso proporciona ao aluno adquirir conhecimentos para exercer com eficiência e competência sua função em todos os tipos de preparação de corpos.
TANATOPRAXIA PADRÃO: Preparação de corpos humanos após a morte, visando à preservação e a integridade dos tecidos corporais, retardando o processo biológico da decomposição, atendendo as exigências legais e evitando constrangimento dos familiares em velório.

TANATOPRAXIA AVANÇADA: Técnicas avançadas da TANATOPRAXIA PADRÃO para preparação de corpos já em estágio de decomposição.

RESTAURAÇÃO FACIAL: Preparação de corpos para velório e viagens, onde a aparência feia da morte deve ser amenizada apresentando o corpo com uma imagem próxima a que ele tinha em vida.

Investimentos: R$ *2.200,00 curso 3 em 1 (Dois Mil e Duzentos Reais) onde estão inclusos:
• Todo material didático;
• Equipamentos de Proteção Individual (EPI) luvas, toucas, aventais;
• Certificado de Tanatopraxia emitido pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais reconhecidos pelo Ministério da Educação e Cultura do Governo Federal.
• 01 Livro de Tanatopraxia Único em toda a América Latina, 1 apostila de Tanatopraxia,, exposição de vídeos.
• Coffee Break durante o curso.
• Translado do hotel para o curso e vice versa. O aluno deverá trazer bota sete léguas branca (item obrigatório para a aula pratica). Entrega de brindes somente aos participantes.
Obs.: É de responsabilidade do aluno trazer um par de botas Sete Léguas branca.
AS FICHAS INSCRIÇÃO DEVERÃO SER OBRIGATORIAMENTE PREENCHIDAS PELO ALUNO E ENVIADAS EM CONJUNTO COM O COMPROVANTE DE DEPOSITO . SOMENTE COM A FICHA PREENCHIDA E O DEPOSITO FEITO O ALUNO SERÁ INSCRITO.
Forma de Pagamento:: BANCO BRADESCO – AGENCIA 493-6 – CONTA 166074-8 FAVORECIDO: FELIX & FELIX (LTDA) (RAZÃO SOCIAL) CNPJ: 01.787.294/0001-06
Hotel não incluso as diárias no valor do curso. Hotel Village Confort – Rua João Florentino de Carvalho, nº 15 – Ao lado do Açude Velho e Próximo a FIEP – Federação das Industrias do Estado da Paraíba Fones: (83) 3337-4430
Conta para depósito:
DEPOSITO: BANCO BRADESCO – AGENCIA 493-6 – CONTA 166074-8 FAVORECIDO: FELIX & FELIX LTDA (RAZÃO SOCIAL)
CNPJ: 01.787.294/0001-06
ENVIAR COMPROVANTE E FICHA VIA FAX A/C de FRANCILEIDE
FAX: (83) 3321-8988 ou copia escaneada por e-mail: plafam-assistencial@hotmail.com

Maiores informações:Maiores Informações: Falar com: Francileide Félix (83)-9646-0001 (TIM)
ou FONE FIXO: (83) 3321-0510 e FAX: (83) 3321-8988

sexta-feira, 8 de março de 2013

Como as grandes religiões encaram o momento da morte?

por Sheyla Miranda
ISLAMISMO
Os muçulmanos creem que, como o nascimento, a morte está nas mãos de Deus. Vivendo conforme os ensinamentos divinos, não há por que temer a morte. Assim, seguem tranquilos para a reencarnação. Os últimos momentos são de recolhimento e de reconhecimento da supremacia e da bondade do todo-poderoso Alá. Islâmicos que morrem em jihad (luta pela fé) não passam por isso, pois iriam direto para o paraíso.
"Foi Alá quem te criou, quem te sustentou, e é ele quem te fará morrer", Suräh 30:40
PREPARO PURO
Familiares e amigos do mesmo sexo do falecido despem e lavam o cadáver de três a cinco vezes, começando pelo lado direito, para devolver pureza à alma. Os orifícios são tapados com algodão e o corpo é coberto por um sudário branco e perfumado com cânfora.
PALAVRA FINAL
Parentes e amigos recitam o shahãdah, oração contra o demônio e de afi rmação sobre a não existência de outro deus além de Alá. Essas devem ser as últimas palavras ouvidas pelo moribundo para que se conscientize da importância de encontrar Alá na eternidade.

CRISTIANISMO
Para a maioria dos cristãos, na morte, o espírito vai para o céu ou para o inferno - para os católicos, há o purgatório e, para outras denominações, a morte é um sono até o dia do juízo. O destino varia de acordo com o que o morto fez em vida. Por isso, quando um cristão morre, familiares e amigos consolam uns aos outros pela perda, além de orar para que o falecido seja perdoado de seus pecados e alcance o paraíso. Cristãos protestantes recém-falecidos são vestidos com roupas habituais e costuma-se retirar qualquer adorno de seu corpo.
ÚLTIMA BÊNÇÃO
Se um católico está para morrer, o padre faz a extrema-unção, passando o óleo dos enfermos - azeite de oliva benzido em missa - em seis partes do corpo: olhos, narinas, boca, ouvidos, mãos e pés. Enquanto isso, faz orações e pede a Deus que perdoe a pessoa pelos males cometidos.
LIVRE ENFIM
Alguns cristãos também abrem as janelas logo depois de uma morte, para que corra vento no ambiente e a alma do falecido se sinta livre. Pela tradição católica, o corpo deve ser bem lavado, ungido com perfume e especiarias e vestido com boas roupas. Todo cuidado serve para preparar o morto para a vida eterna.
BUDISMO
Segundo uma parábola, uma mulher procura Buda para reviver o filho. Buda pede a ela grãos de mostarda de uma casa em que nunca tenha morrido alguém. A mãe não encontra e entende que teria de conviver com a morte.
CHEIRO DE VIDA
Velas são acesas no oratório doméstico ou de onde ocorreu o óbito - o corpo fica próximo a ele. O rosto é coberto com um pano branco e acendem-se incensos a sua volta. Um monge budista é chamado para ler textos sagrados e confortar a família.

JUDAÍSMO
A morte não é uma tragédia, mas algo natural. Os judeus se veem como "hóspedes temporários" de passagem pela Terra. Ou seja, a alma sobrevive mesmo que o corpo tenha falecido. Se foram bons e dignos em vida, a alma será recompensada no além. E é para que siga iluminada que amigos e familiares cumprem uma série de rituais.
"Pois do pó viestes, e ao pó retornarás", Bereshit 3:19
NADA DE ENFEITE
As janelas do local do óbito de um judeu são abertas, e acessórios como joias, relógios e até perucas são retirados do morto, para que ele não encontre o criador portando objetos mundanos.
SIMPLES ASSIM
O caixão deve ser arranjado rápido, seguindo um padrão: ser de madeira, forrado com um pano preto e adequado ao tamanho do corpo, estampando a estrela de Davi. Os caixões dos judeus devem ser parecidos para lembrar que a morte iguala todos.

HINDUÍSMO
Acreditam na reencarnação, ou seja, que a alma volta várias vezes à vida até se libertar. A vida na Terra é parte de um ciclo de nascimento, morte e renascimento. Logo que alguém falece, iniciam-se rituais para desprender a alma do corpo - geralmente cremado - sem traumas e para que ela encontre nova casa - um corpo humano ou de animal, de acordo com o comportamento na vida anterior
LIMPEZA FESTIVA
O corpo do falecido é lavado, untado com óleo e pasta de sândalo e vestido com boas roupas, como se fosse a uma festa; as mulheres são penteadas e os homens, barbeados. Uma mortalha de tecido recobre o corpo dos pés à cabeça, mas o topo do crânio fica descoberto
AO AR LIVRE
Quando um hindu está prestes a morrer, o corpo é deitado no chão, a céu aberto, com a cabeça voltada para o sul. A prática, cultivada em regiões da Índia e em outros países, inicia o desprendimento entre corpo e alma

CONSULTORIA Cecilia Ben David, coordenadora pedagógica do Centro da Cultura Judaica; Swami Krishna Priya Ananda, mestre espiritual da Sociedade Internacional Gita do Brasil; Cido Pereira, padre da Arquidiocese de São Paulo; Shake Juma, do Centro de Estudos e Divulgação do Islã; Padman Samten, lama do Centro de Estudos Budistas Bodisatva

Como a morte é vista em diferentes religiões e doutrinas?

De maneira geral, cristãos, islâmicos e judeus acreditam que após a morte há a ressurreição. Já os espíritas crêem na reencarnação: o espírito retorna à vida material através de um novo corpo humano para continuar o processo de evolução. Algumas doutrinas acreditam que as pessoas podem renascer no corpo de algum animal ou vegetal. Em algumas religiões orientais, o conceito de reencarnação ganha outro sentido: é a continuação de um processo de purificação. Nas diversas religiões, o homem encara a morte como uma passagem ou viagem de um mundo para outro.FilosofiaA sobrevivência do espírito humano à morte do corpo físico e a crença na vida e no julgamento após a morte já era encontrada na filosofia grega, em especial em Pitágoras, Platão e Plotino. Já Sartre, filósofo francês, defendia que o indivíduo tem uma única existência. Para ele, não há vida nem antes do nascimento e nem depois da morte.Doutrina niilistaSendo a matéria a única fonte do ser, a morte é considerada o fim de tudo.
Doutrina panteísta
O Espírito, ao encarnar, é extraído do todo universal. Individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, com a morte, à massa comum.
Dogmatismo Religioso
A alma, independente da matéria, sobrevive e conserva a individualidade após a morte. Os que morreram em 'pecado' irão para o fogo eterno; os justos, para o céu, gozar as delícias do paraíso.BudismoO Budismo prega o renascimento ou reencarnação. Após a morte, o espírito volta em outros corpos, subindo ou descendo na escala dos seres vivos (homens ou animais), de acordo com a sua própria conduta. O ciclo de mortes e renascimentos permanece até que o espírito liberte-se do carma (ações que deixam marcas e que estabelece uma lei de causas e efeitos). A depender do seu carma, a pessoa pode renascer em seis mundos distintos: reinos celestiais, reinos humanos, reinos animais, espíritos guerreiros, espíritos insaciáveis e reinos infernais. Estes determinam a Roda de Samsara, ou seja, o transmigrar incessante de um mundo a outro, ora feliz e angelical, ora sofrendo terríveis torturas, brigando e reclamando. Em qualquer um destes estágios as pessoas estão sujeitas a transformações.
De acordo com o Livro Tibetano da Morte, existem 49 etapas, ou 49 dias, após a morte. Os monges oram para que as pessoas atinjam a Terra Pura - lugar de paz, tranqüilidade e sabedoria iluminada - ou renasçam em níveis superiores.
Para libertar-se do carma e alcançar a iluminação ou o Nirvana, o ciclo ignorância, sede de viver e o apego às coisas materiais deve ser abolido da mente dos homens. Para isso, a doutrina budista ensina a evitar o mal, praticar o bem e purificar o pensamento. O leigo deve praticar três virtudes: fé, moral e benevolência. Para eles, todo ser humano é iluminado, embora não tenha consciência disso.HinduísmoA visão hindu de vida após a morte é centrada na idéia de reencarnação.
Para os hinduístas, a alma se liga a este mundo por meio de pensamentos, palavras e atitudes. Quando o corpo morre ocorre a transmigração. A alma passa para o corpo de outra pessoa ou para um animal, a depender das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação - Lei do Carma. Enquanto não atingimos a libertação final - chama de moksha -, passamos continuamente por mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de Samsara, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação.
No hinduísmo, a alma pode habitar 14 níveis planetários distintos (chamadosa Bhuvanas) dentro da existência material, de acordo com seu nível de consciência. Quando se liberta, a alma retorna ao verdadeiro lar, um mundo onde inexistem nascimentos e mortes.
Os hindus possuem crenças distintas, mas todas são baseadas na idéia de que a vida na Terra é parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e renascimentos.Islamismo (Religião Muçulmana)Para o islamismo, Alá (Deus) criou o mundo e trará de volta a vida todos os mortos no último dia. As pessoas serão julgadas e uma nova vida começará depois da avaliação divina. Esta vida seria então uma preparação para outra existência, seja no céu ou no inferno.
Quando a pessoa morre, começa o primeiro dia da eternidade. Ao morrer, a alma fica aguardando o dia da ressurreição (juízo final) para ser julgado pelo criador. O inferno está reservado para as almas 'desobedientes', que foram desviadas por Satanás. No Alcorão, livro sagrado, ele é descrito como um lugar preto com fogo ardente, onde as pessoas são castigadas permanentemente. Para o paraíso, vão as almas que obedeceram e seguiram a mensagem de Alah e as tradições dos profetas (entre eles, os cinco principais: Noé, Abrão, Moisés, Jesus filho de Maria e Mohammed). No Alcorão, o paraíso é descrito como um lugar com rios de leite, córregos de mel e outras belezas jamais vistas pelo homem.EspiritismoDefende a continuação da vida após a morte num novo plano espiritual ou pela reencarnação em outro corpo. Aqueles que praticam o bem, evoluem mais rapidamente. Os que praticam o mal, recebem novas oportunidades de melhoria através das inúmeras encarnações. Crêem na eternidade da alma e na existência de Deus, mas não como criador de pessoas boas ou más. Deus criou os espíritos simples e ignorantes, sem discernimento do bem e do mal. Quem constrói o céu e o inferno é o próprio homem.
Pela teoria, todos os seres humanos são espíritos reencarnados na Terra para evoluir. A morte seria apenas a passagem da alma do mundo físico para a sua verdadeira vida no mundo espiritual. E mesmo no paraíso, acredita-se que o espírito esteja em constante evolução para o seu aperfeiçoamento moral.
As almas dos mortos ligam-se umas às outras, em famílias espirituais, guiadas pela sintonia entre elas. Consequentemente, os lugares onde vivem possuem níveis vibratórios diferentes, sendo uns mais infelizes e sofredores, e outros mais felizes e plenos.
Muitas escolas espiritualistas - não todas - defendem a idéia da sobrevivência da individualidade humana, chamada espírito, ao processo da morte biológica, mantendo suas faculdades psicológicas intelectuais e morais.Igreja evangélicaComo no catolicismo, os evangélicos acreditam no julgamento, na condenação (céu ou inferno) e na eternidade da alma. A diferença é que o morto faz uma grande viagem e a ressurreição só acontecerá quando Jesus voltar à Terra, na chamada 'Ressurreição dos Justos', ou, então, aqueles que forem condenados terão uma nova chance de ressurreição no 'Julgamento Final'. Os que morrerem sem Cristo como seu Deus também receberão um corpo especial para passar a eternidade no lago de fogo e enxofre.Igreja Adventista do Sétimo DiaNa Igreja Adventista do Sétimo Dia, os mortos dormem profundamente até o momento da ressurreição. Quem cumpriu seu papel na Terra recebe a graça da vida eterna, do contrário desaparece.Igreja BatistaCrêem na morte física (separação da alma do corpo físico) e na morte espiritual (separação da pessoa de Deus). Os que, após a morte física, acreditam ou passam a confiar em Jesus Cristo, vão para o Paraíso onde terão uma vida de paz e felicidade. Com a morte espiritual, a alma vai para o Inferno para uma vida de angústia, sofrimento, dor e tormentos.CatolicismoA vida depois da morte está inserida na crença de um Céu, de um Inferno e de um Purgatório. Dependendo de seus atos, a alma se dirige para cada um desses lugares.
A alma é eterna e única. Não retorna em outros corpos e muito menos em animais. Crê na imortalidade e na ressurreição e não na reencarnação da alma. A Bíblia ensina que morreremos só uma vez. E ao morrer, o homem católico é julgado pelos seus atos em vida. Se ele obtiver o perdão, alcançará o céu, onde a pessoa viverá em comunhão e participação com todos os outros seres humanos e, também, com Deus. Se for condenado, vai para o inferno. Algumas almas ganham uma chance para serem purificadas e vão para o purgatório, que não é um lugar, e sim uma experiência existencial da pessoa. Quem for para o céu ressuscitará para viver eternamente. Depois do Juízo Final, justos e pecadores serão separados para a eternidade. Deus julga os atos de cada pessoa em vida de acordo com a palavra que revelou através de Seu Filho, com os ideais de amor, fraternidade, justiça, paz, solidariedade e verdade.JudaísmoO judaísmo crê na sobrevivência da alma, mas não oferece um retrato claro da vida após a morte, e nem mesmo se existe de fato.
O judaísmo é uma religião que permite múltiplas interpretações. Algumas correntes acreditam na reencarnação, outras na ressurreição dos mortos. Enquanto a reencarnação representa o retorno da alma para um novo corpo, a ressurreição é definida como o retorno da alma ao corpo original.
Para os judeus, a lei permite à pessoa que vai morrer pôr a sua casa em ordem, abençoar a família, enviar mensagem aos que lhe parecem importantes e fazer as pazes com Deus. A confissão in extremis é considerada importante elemento na transição para o outro mundo.CandombléNão existe uma concepção de céu ou inferno, nem de punição eterna. As almas que estão na terra devem apenas cumprir o seu destino, caso contrário vagarão entre céu e terra até se realizar plenamente como um ser consciente e eterno.
Os cultos afro-brasileiros acreditam que os mistérios da vida e da morte são regidos por uma Lei Maior, uma força divina que dá o equilíbrio divino ou eterno. O Candomblé vê o poder de Deus em todas as coisas e, principalmente, na natureza. Morrer é passar para outra dimensão e permanecer junto com os outros espíritos, orixás e guias. Trabalha com a força da natureza existente entre terra (Aìyê) e o céu (Òrun). Nos cultos afros, o assunto de vida após a morte não é bem definido.
Na Terra, o objetivo do homem é realizar o seu destino de maneira completa e satisfatória. Ao cumprir o seu destino na Terra, o ser humano está pronto para a morte. Após a morte, o espírito será encaminhado ao Òrun, para uma dimensão reservada aos seres ancestrais, ou seja, eternos. O ser humano pode ser divinizado e cultuado. Caso o seu destino não seja cumprido, os espíritos ficarão vagando entre os espaços do céu e da terra, onde podem influenciar negativamente os mortais. Como não se realizaram plenamente, estes espíritos estão sujeitos à reencarnação. Já as pessoas vivas que sofrem as suas influências negativas, precisam passar por rituais de limpeza espiritual para reencontrar o equilíbrio.UmbandaA Umbanda sofre influências de crenças cristãs, espíritas e de cultos afros e orientais. Como não existe uma unidade ou um 'livro sagrado', alguns umbandistas admitem o céu e o inferno dos cristãos, enquanto outros falam apenas em reencarnação e Carma.
Na Umbanda, morte e nascimento são momentos sagrados, que marcam a passagem de um estado a outro de manifestação espiritual, morremos para um lado e nascemos para outro lado da vida, o que nos aguarda do outro lado depende de nós mesmos.
A Umbanda explica o universo através de sete linhas, regidas por Orixás. Ao morrer, a pessoa será atraída por estes mundos espirituais. A matéria é apenas um dos caminhos para a evolução do espírito. Sendo assim, a morte é uma etapa do ciclo evolutivo, sendo a reencarnação a base da evolução. O objetivo maior do nascimento e da morte é a harmonização e a evolução consciente do espírito. Após morte, o ser humano leva consigo suas alegrias, sua fé, suas crenças, suas mágoas e suas dores. E terá que lidar com elas, sempre contanto com o auxílio dos espíritos mais evoluídos que o recepcionarão no outro lado da vida e o ajudarão na sua adaptação no mundo espiritual.
Com a morte do corpo físico, os espíritos bons podem se tornar protetores, enquanto os maus (espíritos de pouca evolução, devido às poucas encarnações) podem virar perturbadores. Os mortos (desencarnados) podem ser contatados, ajudados ou afastados.
Acessado em 18/06/2009 no sitio Época. Link não encontrado no dia 29/12/2009. Todas as modificações posteriores são de responsabilidade do autor original da matéria.

POR: CAROLINA NASCIMENTO

quarta-feira, 6 de março de 2013

Torcedores do Corinthians terão cemitério exclusivo em São Paulo


Os torcedores do Corinthians vão ganhar um cemitério exclusivo em São Paulo. O terreno fica próximo ao futuro estádio do Timão, em Itaquera. O novo centro esportivo será palco da abertura da Copa do Mundo no Brasil em 2014.
O cemitério para os corintianos já tem um slogan decidido: “Corinthians para sempre”. A informação é da coluna de Ancelmo Gois no jornal “O Globo”.


Data de Publicação:  27/2/2013    Fonte: http://www.clicapiaui.com/ 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Cemitério para quem deseja “ressuscitar primeiro” está ficando sem espaço .

Durante os últimos 3.000 anos as famílias judaicas que acreditam que a vinda do Messias será sobre o Monte das Oliveiras, em Jerusalém, enterraram ali os seus mortos.
As Escrituras trazem uma profecia no livro de Zacarias dando conta que uma fenda se abrirá no Vale de Cedron entre os Montes do Templo e das Oliveiras, local por onde o Messias deve entrar pela Porta Dourada do Templo em Jerusalém.
A tradição diz que o próprio Zacarias pediu pra ser enterrado ali na expectativa de ser ressuscitado primeiro para ver a chegada do reino do Messias judeu. Desde então este local passou a ser um dos mais sagrados para a fé judaica.
“Todo mundo neste cemitério é enterrado com os pés de frente para o Monte do Templo, para que, ao serem levantados da morte nem sequer precisem se virar. Ninguém quer errar o rumo”, explica Ira Rappaport, 67 anos, que se mudou de Nova York para Israel há 41 anos e cujos pais estão enterrados no Monte.
As autoridades identificaram mais de 150 mil túmulos no local, mas os administradores dizem que novos lotes são impossíveis de achar. A grande maioria já está vendida e dentro de 10 anos estima-se que não haverá espaço para novas sepulturas.
Além de outros profetas da antiguidade, estão enterrados rabinos famosos e personalidades como o ex-primeiro-ministro israelense Menachem Begin.
Chananya Shachor, gerente da Sociedade Funerária de Jerusalém, a maior das 13 empresas que organizam funerais na Cidade Santa, explica que ser enterrado no local custa cerca de 45 mil reais, incluindo a cerimônia fúnebre e uma mortalha especial.
Shachor acredita que em breve terão fim os enterros no Monte, por isso inaugurou recentemente uma instalação de cinco andares, em outra parte de Jerusalém, mas tem dificuldade de convencer as famílias mais tradicionais.

Traduzido de The Star.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

É Preciso Cuidado ao Anunciar a Morte de Um Parente

Esse momento é extremamente delicado, é preciso cuidar muito com o que se 
fala.
A psicóloga Otília Balbina do Rosário recomenda que sempre seja contada a 
verdade, sem o uso de metáforas.
“A maneira mais correta de dar a notícia é dizer a verdade dentro dos conceitos
da concepção religiosa da família.
O que não é falado gera fantasia”, ressalta.
De acordo com a psicóloga, deixar o assunto para depois  protegê-la, muito pelo 
contrário. Ela deve estar preparada para  saber enfrentar momentos não só de 
morte física, mas psíquica.
 “A cada dia nós morremos um pouco quando diz respeito a sonhos,  desejos e 
sentimentos”, diz Otília.
Dizer que a pessoa foi para o céu, ou foi levada para o céu, é uma das respostas mais comuns dos pais ou parentes. A resposta só é válida se é um grande erro e esconder a morte da criança não significaestiver de acordo com a crença religiosa da família, caso contrário pode gerar uma discrepância entre o que é dito à criança e aquilo em que os pais acreditam. A menos que isso seja falado de outra maneira, a criança pensará naturalmente que o céu não é diferente de outros lugares distantes e que a volta é apenas uma questão de tempo.

        Outra explicação comum, utilizada especialmente com relação à morte de uma pessoa idosa, é dizer que ele ou ela foi dormir. Crianças, principalmente as mais novas, têm pouco conhecimento de figuras de linguagem, o que faz com que adormecer, para elas, passe a ser uma atividade perigosa.

        “O ideal, segundo a psicóloga, é tratar o fato como se fosse uma questão da natureza dos seres vivos, uma boa alternativa seria comparar com plantas e animais e citar exemplos de filmes que abordam o tema, como Bambi e O Rei Leão”.

        Entre os sete e 11 anos, as crianças são muito observadoras e sabem que todo ser vivo tem um começo, meio e fim e que elas e seus familiares não são uma exceção. Mas a morte, ao mesmo tempo que existe, é algo remoto. Somente aos nove ou 10 anos, quando seus pensamentos se tornam mais objetivos e concretos, passa a entendê-la como inevitável. “A maneira como as crianças reagem vai depender de como foi a educação e convívio com tema e dos conceitos religiosos da família. Se o tema nunca é tratado dentro de casa, fica mais difícil de fazer a criança entender”, complementa.

        Se os pais disserem a uma criança de menos de dois anos que o besouro morto, ou o pássaro morto não voltarão a viver, e que mais cedo ou mais tarde a morte acontece a todas as criaturas vivas, ela pode não acreditar a princípio, mas provavelmente aceitará a palavra dos pais. Se lhe disserem também que, quando um animal ou uma pessoa muito conhecida morre, é natural sentir tristeza e desejar que ela pudesse viver novamente, isso não causará surpresa à criança, pois está de acordo com sua experiência e mostra que seus sofrimentos são compreendidos.

        Quando adotam essas práticas, os pais preparam de certo modo o caminho para ajudar uma criança a sentir pesar pela morte de um parente próximo, até mesmo de um dos pais. Só quando os pais acreditam sinceramente em idéias religiosas ou filosóficas sobre a morte, e sobre uma vida após a morte é que se deve transmiti-las, com a ajuda sincera dos pais os filhos serão capazes de entendê-las e de participar do luto da família. Em outras circunstâncias, a complexidade dessas idéias e a dificuldade de distinção entre a morte física e a espiritual deixam a criança intrigada e confusa, podendo criar falta de entendimento entre ela e os pais.
Reações

        “Se a morte for escondida ou mal contada, pode gerar um adulto que não consiga encarar a realidade de frente ou até com problemas psicológicos mais sérios”, previne Otília. Há certas reações que são normais como a insensibilidade diante do fato (um distanciamento afetivo), raiva em relação à pessoa que faleceu e às que a rodeiam, querer dar algo em troca para que a pessoa volte a viver e sentir-se deprimida, achando que não era importante para a pessoa que morreu. “Se a criança apresentar um comportamento muito fora do normal, é preciso procurar um psicólogo para uma orientação específica”, alerta.

        É importante que as crianças participem das cerimônias fúnebres, que permitem que elas se despeçam formalmente de alguém que gostem muito. No funeral a criança se dá conta que não é a única a chorar e que outras pessoas também estão sofrendo. “A criança deve participar de todo o ritual e tudo que acontece deve ser explicado, para não se gerar tabus. Deve-se também falar bastante sobre o assunto e perguntá-la o que está sentindo”, recomenda a psicóloga Otília Balbina do Rosário. Se a criança relutar em ir, não é correto obriga-la, basta propor que mais adiante visitem o cemitério ou que a acompanhe à igreja para rezar pela pessoa que faleceu.
Patrícia Kunzel – TudoParaná
Fontes consultadas:
“A criança dos 5 aos 10 anos” de Arnold Gesell; Ed Martins Fontes;
“Perda : tristeza e depressão”, volume 3 da trilogia Apego e Perda; Ed. Martins Fontes

As Crianças Perderam o Respeito ou os Pais Perderm a autoridade?

Parece haver nos dias de hoje um consenso quase geral em relacao ao enfraquecimento da
autoridade dos pais em relação aos seus filhos.
Alguns defendem que foram as crianças que perderam o respeito e outros sao categóricos em

dizer que foram os pais que perderam a autoridade.

O que vem acontecendo de fato, na relação familiar para gerar tal confusao?


Quando a criança nasce, ainda nao conhece o mundo e nem como as relacoes humanas se estabelecem nele, portanto alguem ou algumas pessoas serao responsaveis por ensina-la sobre a vida. Durante a primeira infancia (ate 3 anos aproximadamente) os seus professores sobre a vida serao os pais, com quem a crianca se relacionara com mais frequencia. Serao eles portanto que a ensinarao as primeiras licoes sobre relacionamento, inclusive os de autoridade. Mais tarde, na escola a crianca ira aprender mais sobre as relacoes especialmente as relacoes sociais, com seus pares e com pessoas que nao sao de sua familia.


Como a crianca pode aprender sobre autoridade?

A crianca nao aprende sobre as coisas de forma teorica e sim pratica, portanto ensinar sobre autoridade e exerce-la no convivio do dia-a-dia. Vale ressaltar que autoridade e diferente de autoritarismo.

Veja como o dicionario Aurelio as define:

" AUTORIDADE": direito ou poder de se fazer obedecer, de dar ordens, de tomar decisoes, de agir, etc.
" AUTORITARISMO": autoridade aplicada com frequencia levando em conta a vontade de quem decide em detrimento a liberdade individual, despotismo.

Assim, a AUTORIDADE toma decisoes, da ordens levando em conta as necessidades e caracteristicas da situacao e das pessoas envolvidas e o AUTORITARIO toma decisoes baseadas em sua propria vontade, sem levar em conta a situacao e o outro.

Quando tratamos da relacao pai e filho, usamos o termo autoridade. O poder dos pais sobre os filhos devem ser exercidos levando em conta fatores como a idade da crianca, a necessidade do momento e as exigencias da situacao e nao apenas a vontade propria.

Contudo, exercer autoridade nao e tao facil quanto se imagina pois quem decide arca com as consequencias da decisao, quem manda arca com a responsabilidade da ordem dada.

Exercer autoridade na relacao com os filhos e colocar-se no lugar de quem educa e assumir as repercussoes das decisoes. Uma das repercussoes possiveis e o fato do filho sentir raiva dos pais por terem tomado uma decisao que nao o tenha agradado.

Canso-me de ver pais que querem exercer autoridade sobre os filhos mas nao querem se indispor com eles entao atribuem a responsabilidade da decisao a outro. Um exemplo: a crianca pode sentir raiva dos pais porque quer ficar mais tempo no parque de diversoes e eles decidem ir embora. Como os pais nao querem se indispor coma crianca e comum que digam: temos que ir embora pois o parque vai fechar... ou porque a moca dos brinquedos quer dormir... ou porque o brinquedo quebrou... ou ate porque a policia vai prender quem ficar aqui - entre.

E importante que os pais assumam suas decisoes perante os filhos: "Nos vamos embora deste parque porque achamos que voce ja brincou bastante e estamos cansados."

O cuidado neste caso e saber se a decisao tomada foi de autoridade ou autoritarismo.

O autoritario tomaria a decisao baseado apenas em seu cansaco sem levar em conta o tempo que a crianca se divertiu e a autoridade ponderaria se o tempo que a crianca brincou foi suficiente e tambem seu cansaco.

Com esse tipo de atitude os pais estao ensinando para a crianca que eles proprios nao tem poder de decisao e que so o fazem porque alguem mandou que o fizessem, portanto a autoridade dos pais fica enfraquecida diante da crianca. Assim tambem pode acontecer em outras esferas das relacoes de autoridade com a crianca como nas relacoes professor-aluno, avos-netos, adulto-crianca.

Entao, sera que as criancas perderam o respeito ou sera que os adultos perderam a autoridade?

CONFIRA ABAIXO OUTROS EXEMPLOS DE SITUACOES EM QUE A ATITUDE DOS PAIS ENFRAQUECE SUA AUTORIDADE: 

DIZER... 

"Tem que tomar remedio porque o medico mandou"
"Pare de correr no restaurante porque o garcom vai brigar"
"Voce precisa largar a mamadeira porque seus amigos vao rir de voce"
"Seu amiguinhos tambem vao dormir cedo por isso voce tambem deve ir"

AO INVES DE ... 

"Tem que tomar remedio porque esta doente e nos queremos que voce fique bom logo"
"Pare de correr no restaurante porque aqui nao e lugar para isso e voce podera se machucar e machucar alguem"
"Voce precisa largar a mamadeira porque ja cresceu, ja sabe usar o copo e nao tem mais razao de usar a mamadeira"
"Nao sei ate que horas seus amigos ficam acordados mas sei que para mim e importante que voce descanse e tenha boa saude" "Portanto na nossa casa o horario estabelecido por mim para voce dormir deve ser cumprido"


Fonte: www.centromaieutica.com.br